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Crítica – Vingadores: Guerra Infinita

Em Vingadores: Guerra Infinita, o mais longo, mais caro e com o maior número de ingressos vendidos antes mesmo da data de lançamento do Universo Cinematográfico da Marvel, os heróis mais poderosos da Terra enfrentam seu desafio mais assustador: um niilista intergaláctico cujo maior sonho é acabar com metade da população de toda a galáxia. Durante 10 longos anos a Marvel Studios prometeu o que poderia ser um dos maiores eventos do cinema. Missão difícil, mas não impossível. Eu posso dizer com tranquilidade que Vingadores: Guerra Infinita era tudo o que eu queria e um pouco mais.

A forma audaciosa e corajosa da Marvel é motivo de elogios, foram longos anos nos apresentando personagens e de certa forma, as essências de alguns deles foram perdidas, porém Guerra Infinita consegue fazer a junção de vários heróis e ainda mostrar quem são eles de verdade, focando em seus rostos e na forma como são ligados.

O filme tem suas falhas? Tem, assim como qualquer filme da Marvel ou da DC, mas nada que interfira na real experiência que é entreter e renovar um universo. Para ganhar, precisamos perder algumas vezes.

Não é muito difícil de dizer que Thanos é fielmente um vilão que esse universo precisava, assustador, mas ainda carismático e com uma maldade plausível. Thanos é o grande acerto de Guerra Infinita, mesmo que em sua volta ainda tenha vários personagens muito bons. Pela primeira vez desde a aparição de Loki e Erik Killmonger no Universo Cinematográfico Marvel, não houve vilão que se igualasse a eles em carisma e em vilania. Não é alguém que é mau por ser mau, o verdadeiro vilão tem um ideal, ele tenta moldar o mundo a sua maneira a qualquer custo, mesmo que tenha que matar para isso. 

Sem desapegar da fórmula Marvel, o roteiro infla as cenas com piadas para promover a interação entre personagens desconhecidos, e isso para mim foi um dos pontos fortes do filme, pois são piadas feitas no tempo certo e sem exageros como visto em alguns filmes anterior a esse.


A direção e o tratamento de CGI são pontos que devem ser ressaltados. Isso se deve ao fato de que o estúdio responsável pelos efeitos é a ILM (empresa de efeitos especiais de George Lucas), também devemos dar todo mérito a Josh Brolin que consegue trazer certa emoção à um personagem totalmente digital. A escolha de humanizar o que poderia ser apenas mais um boneco de CGI, como em Liga da Justiça, desfaz a sensação de desconexão que poderia existir entre público e personagem, é normal sentir empatia pela criatura, não tem nada de errado com isso.

Infelizmente teve o caso de alguns personagens serem desperdiçados. Enquanto alguns deles brilham como o Dr. Estranho e Thor, outros como Hulk, Viúva Negra e até mesmo o Capitão América estão ali apenas para completar a ação. Esses três últimos receberam um grande destaque durante os 10 anos de UCM e por isso são pontos negativos aqui.

O final é inesperado e corajoso e com certeza vai pegar de jeito, principalmente, o público que não costuma ler os quadrinhos da editora. Já os calejados nos gibis vão ficar satisfeitos, no entanto vão sair do cinema matutando teoria atrás de teoria para reverter a situação. A cena pós crédito é muito boa e deixa um tremendo gancho para a continuação. Agora é esperar até maio do ano que vem para ver o que vai acontecer. Até lá, haja especulação.


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